Palavra
do Pároco

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As Diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja
no Brasil para o período 2011-2015 (Documento 94) estão
sendo estudadas pelos membros do nosso Conselho Paroquial, em preparação
para a Reunião de Avaliação e Planejamento que
faremos no dia 4 de dezembro. Não se pode fazer pastoral e
promover evangelização à revelia, de qualquer
jeito, “atirando pra todo lado”. Seguindo o clássico
método ver-julgar-agir, a Conferência Nacional dos Bispos
do Brasil, a partir do Documento de Aparecida (2007), traçou
o seguinte objetivo geral para os próximos 4 anos: “Evangelizar,
a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo,
como Igreja discípula, missionária e profética,
alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da
evangélica opção preferencial pelos pobres, para
que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo”.
As palavras que escolhemos são importantes, pois revelam as
reais motivações que nos impulsionam e deixam claro
que horizonte pretendemos seguir. O que significa dizer que queremos
ser uma Igreja ao mesmo tempo “discípula, missionária
e profética”? Significa que temos sempre de novo que
partir de Jesus Cristo, voltar a Ele, recolocar-nos no caminho do
discipulado, em formação permanente.
O Documento 94 apresenta, como último passo do processo de
planejamento pastoral, a renovação das estruturas. O
n. 138 diz: “A comunidade eclesial necessita pensar os organismos
de articulação da ação (assembleias, conselhos)
e os mecanismos de coordenação (equipes de coordenação)”.
No 7º Encontro Diocesano de CEB’s, no início deste
mês, o assessor que veio da CNBB deixou a impressão de
ter “chovido no molhado”. Em sua fala, ele se disse surpreso
com o fato de a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim já vivenciar,
há décadas, a setorização da paróquia
que Aparecida propõe.
Então, surge uma inquietação: se o objetivo prático
é esse e nós já o alcançamos, o que nos
resta fazer então? Corremos o risco de nos acomodar com a ideia
de que somos uma Igreja particular avançada, quase que pronta.
Aí está o engano! Ser uma Igreja discípula requer
um seguimento contínuo do Mestre, um constante voltar à
fonte para renovar a juventude e a vitalidade, nunca contentando-se
com o que já se tem, mas sempre buscando mais profundamente
no infinito tesouro de Cristo.
Sem querer “inventar moda”, cabe a nós agora reavivar
as estruturas que já temos organizadas: os conselhos, as pastorais
e movimentos, os ministérios leigos, os círculos bíblicos...
E isso só se faz a partir da redescoberta da Palavra de Deus,
lida de forma orante, meditada no silêncio e praticada em comunidade.
Mãos à obra e corações ao alto!
Deus encha você de bênção!
Pe. Juliano
Pároco